31 Dezembro 2010

Chegando em Bodhgaya

Chegando em Bodhgaya
(31.12.2010)

Relato da Pátchima:

Ainda pela manhã em Rajgir fizemos duas visitas. Saímos 08h30, e passamos nas Termas Públicas da cidade. Vocês não fazem idéia do que é estar andando naquele lugar!!! Fica bem no centro da cidade e parece que toda a cidade vai lá tomar banho e lavar roupa. A entrada já é cena de filme hollywoodiano.

nas Termas
Muuuuuuita gente, muita barraquinha, muito comércio, muito carro, caminhão, bicicleta, cabrito, vaca, buzina (claro), muitas cores, muita comida, muito tudo.

muitas cores!
Se a gente fica meio abobado com as muitas facetas, muitos personagens exóticos que aparecem à nossa frente, do lado deles é a mesma coisa, pois não param de olhar para nós. Um parênteses. As mulheres que fizeram mais sucesso, quase como se fossem estrelas, foram Hannah, Mylena, Catarina e Georgia. Se elas começassem a cobrar pelas fotos que o pessoal pedia pra tirar com elas, suas viagens estariam pagas!!!!!!!!

parando o trabalho para ver...

As termas fervem de gente. É dividida em duas partes: uma para o banho dos homens e outra para as mulheres. Diz-se que as águas têm propriedades medicinais. Então vem gente de todo lugar para cá. As termas estão na parte de baixo da montanha.

vista de cima
E aí veio a segunda visita. O que tem lá no alto??? E ponha alto nisso! Sobe-se por uma escadaria que parece não ter fim. Pois lá no alto está a caverna onde foi realizado o 1º Concílio !!!!

escadaria sem fim...

E lá fomos nós. Que visão privilegiada lá de cima. Na entrada da caverna o Prof. Ricardo falou um pouco para todos sobre o que aconteceu por lá e em seguida sentamos em meditação. Foi outra experiência muito emocionante: estar onde 500 arahants estiveram reunidos recitando os ensinamentos do Buddha.


Saptaparni
agora descendo
Após o almoço saímos de Rajgir e fomos para Bodhgaya. A viagem de ônibus foi pura emoção. Já contei aqui como são as estradas e do que são capazes os motoristas por aqui. Sabe lá como chegamos sãos e salvos. Bodhgaya neste último dia do ano está entupida de gente. Buddhistas de todos os lugares do mundo. É tanta gente que dá a impressão de que a cidade tem apenas uma rua e é por ali que tudo acontece. Demos uma pequena volta e voltamos para jantar e comemorar a chegada de 2011.

jantar de fim de ano em Bodhgaya

Os amigos aqui desejam uma ótima passagem de ano para todos aí no Brasil. Amanhã estaremos diante do Mahabodhi!

Cf. Também o relato da Rosana sobre esse dia

30 Dezembro 2010

Em Rajgir - 2

Em Rajgir
(30.12.2010)

Relato da Pátchima:

Após o almoço seguimos para o Parque dos Bambus que foi o primeiro local doado especificamente para a sangha do Buddha. Aqui neste parque aconteceram muitas conversas com Mara. Lá está a estátua do Buddha que representa o 1º ensinamento. As estátuas do Buddha características da arte Nalanda têm o cabelo do Buddha enroladinho, aquele símbolo no meio da testa que para os hindus significa o terceiro olho e o duplo lótus na base.

No Parque dos Bambus - Veluvana


Próxima parada: ruínas da antiga Universidade Nalanda. Que maravilha amigos!!!!!!


Nalanda


Lá na frente já nos esperava um amigo do Prof. Ricardo, o estudioso Deepak, especialista em Nalanda. Nossa visita não poderia ter sido melhor!!! Ele sabe tudo!!!! E foi nos contando toda a estória de Nalanda através das ruínas. Ele nos contou no espaço de poucas horas a história resumida de 1500 anos de acontecimentos naquelas ruínas!

conhecendo mais sobre Nalanda

À medida que íamos andando pelas ruínas aparentes, porque segundo o Deepak apenas um percentual muito pequeno foi descoberto, fomos nos dando conta da grandiosidade e da importância de Nalanda. Deepak nos disse que há muuuita coisa ainda por escavar naquele lugar.

muuuita coisa ainda por escavar


Nalanda significa aquele que é insaciável no oferecimento e numa ocasião o Buddha era o rei deste lugar. Foi construída ao longo de 1000 anos e mais de 10 a 12 reis deram seu apoio para que isso acontecesse.

Nalanda


O local das ruínas é muito maior do que imaginava e as informações foram tantas que foi quase como se ele tivesse nos dado um workshop! Uma coisa que não posso deixar de colocar é a importância do peregrino chinês Xuang Zang (603 AD-664 AD ) que, andando, chegou até Nalanda. Achou que aquele era o local mais maravilhoso que existia. Façam idéia de que quando ele chegou Nalanda já tinha 700 anos. Foi através do relato detalhado de suas andanças que os arqueólogos e estudiosos começaram a pesquisar sobre os caminhos que o Buddha fez. Em 1861 Nalanda foi descoberta pelos ingleses por causa deste relato. Xuang Zang passou 02 anos estudando antes de começar a viagem até aqui.

Nalanda in Nalanda



Depois desta visita maravilhosa fomos até o memorial construído em homenagem ao monge Xuang Zang que como já disse possibilitou todas as pesquisas sobre Nalanda. Belo memorial.

Memorial - © foto Carlos

Para encerrar o dia nos encaminhamos para um encontro com o Dr.Panth, diretor da Universidade Nalanda que nos aguardava com o Deepak para conversa e relato sobre projetos em andamento. Fomos recebidos com pompa e circunstância e levados à sala de conferência.

recebidos na Universidade Nalanda - © foto Pátchima


Dr. Panth dirigiu belas palavras ao grupo e ao Prof. Ricardo. Em seguida Deepak apresentou slides onde apreciamos os magníficos projetos, alguns já em andamento, de tornar possível aos buddhistas de todos os lugares, reviver os caminhos que o Buddha fez. Isso envolve a união de muitas forças, tanto governamentais quanto privadas. As trilhas estão divididas por temas e relacionadas aos fatos marcantes da vida do Buddha. Sensacional!


Foi um dia emocionante e inesquecível por tudo que vivemos. Pisar onde os pés do Buddha tocaram é como as camadas que vão sendo descobertas lá nas ruínas de Nalanda. Estivemos sobre toda a história!!!

Cf. também o relato da Rosana sobre esse dia

Em Rajgir - 1

Em Rajgir
(30.12.2010)


Relato da Pátchima:

Amigos, infelizmente vou ter que resumir o dia que foi sensacional !!!! E ainda acho que o texto ficará demasiado grande. Acho que a Rosana em seu blog descreverá em mais detalhes o tanto de coisas que aprendemos e vivemos. De saída, só para vocês terem uma idéia, estivemos o dia inteiro em lugares que o Buddha esteve!!!

É de arrepiar. Até a ficha cair demorou um pouco. Pois aquele Buddha dos livros andava por este lugar, ensinando pra lá e pra cá. Um lugar cheio de significado para os buddhistas.

Saímos cedo para subir a montanha e chegar ao Pico dos Abutres. Antes, só para vcs saberem, Rajgir está localizada dentro de uma extinta cratera de vulcão e tem 31.000 habitantes. No caminho para a montanha paramos para visitar o Mosteiro de Jivaka, o médico do Buddha, que ofereceu um parque para a sangha. É conhecido como parque das mangas de Jivaka.

Parque das Mangueiras de Jivaka

Imaginam o que é estar pela primeira vez num lugar onde o Buddha esteve? Estávamos começando a fazer os passos do Buddha pela região !!! Tá certo que será pouca coisa, mas já é muito pra nós que viemos de tão longe.

Subiremos a montanha por um teleférico até a Stupa da Paz. Muita gente na fila e olhe que chegamos cedo. Muita gente furando a fila na cara dura!!! Eles vêm sorrindo, mãos em prece e se plantam na tua frente..ahahaha .A subida nas cadeirinhas individuais foi muito divertida.





Lá em cima apreciamos a bela construção realizada por japoneses da tradição Nichiren. A Stupa possui 04 imagens do Buddha, representando momentos importantes da sua vida.




Tomamos uma trilha feita por ocasião da visita do Dalai Lama e começamos a caminhar em direção ao Pico dos Abutres. A paisagem é muito bela. E quem andava por ali? Pois, o lord Buddha, como sempre nos dizia o guia.




Um pouco antes de chegar no topo, paramos para visitar a caverna em que Ananda (sim, o próprio) ficava meditando!!! Imaginem que a sangha inteira, os monges mais importantes meditavam por ali.




Mais um pouquinho e outra caverna onde os monges meditavam. Subindo, subindo, chegamos no topo do Pico dos Abutres. Cheio de bandeirinhas tibetanas. Bem especial o lugar. Uma visão privilegiada das outras montanhas. Chegamos a um altar onde as pessoas fazem oferendas e por lá ficamos um tempo desfrutando da maravilha que é estar num lugar daquele. Sentimento de gratidão toma conta da mente.




Descida sob sol escaldante.

Na volta ao hotel paramos rapidamente para visitar o lugar onde esteve preso o Rei Bimbisara. A estória é trágica. Poder e morte que envolveu gerações.


Na próxima publicação, o que fizemos depois do almoço!

29 Dezembro 2010

Em Patna

Em Patna
(29.12.2010)

Relato da Pátchima:

Chegamos em Patna fora do horário previsto por causa de um atraso em Delhi. Nosso destino é Rajgir. No aeroporto nos esperava nosso guia muito simpático, que também nos brindou com colar de flores. Se contar pra vocês o que foi essa viagem de Patna a Rajgir em detalhes, provavelmente serão descrições do espanto!!! Nunca vi coisa igual!!!! Numa estrada que mal cabiam dois carros, o tráfego era coisa de louco. Muito, mas muuito movimento. Todos buzinam e dirigem como se tivessem que tirar o pai da forca.


Em alguns trechos o congestionamento é de deixar a gente de cabelo em pé. Impressionante. Naquela estrada minúscula os carros ultrapassam sem a menor precaução. Quando você acha que não vai dar tempo de desviar o carro que vem na sua direção e já está se preparando pra passar desta pra melhor, uma fração de segundos te salva. Isso é o tempo inteiro!!! Chegamos no hotel depois de 03h30 dessa montanha russa !!!



Todos muito bem instalados desfrutamos de um jantar maravilhoso que unia comida chinesa e indiana. Como há uma belíssima sala de meditação, com uma imagem do Buddha gigantesca e inspiradora, alguns marcaram encontro para a manhã seguinte às 06h. Amanhã parece que o dia promete!!!!!!!!!!!!

28 Dezembro 2010

Dia intenso em Mumbai

Em Mumbai
(28.12.2010)

Relato da Pátchima:

Pulamos cedinho da cama. 07h30 começa o tour. Seguimos de ônibus até o monumento chamado “Portal da India” que fica bem ao sul de Mumbai, mais ou menos 01 hora de viagem.

o Portal da Índia, visto do barco rumo a Elephanta

O Portal é lindo. Antes da colonização britânica e sua construção, o local era usado como porto. A construção demorou uns 13 anos e comemora a visita do Rei George V e da Rainha Mary em 1911.É todo construído em basalto amarelo, tem 26 metros de altura e o estilo mistura construção muçulmana com decoração indiana. Conta-se que quando os ingleses deixaram a Índia em 1947, os indianos vieram em massa ao Portal para dar um tchau com força para eles.

Taj Mahal Hotel, em frente ao Portal da Índia e palco do atentado terrorista de 2008

Do Portal tomamos um barco e fomos até uma ilha próxima visitar as Cavernas de Elephanta. Passeio delicioso de 01 hora, apreciando a paisagem e aproveitando o sol e céu azul. As cavernas têm este nome porque quando os portugueses ali chegaram viram uma rocha em forma de elefante que agora está num jardim de Mumbai. Antes o lugar era chamado de Gharapuri. As cavernas principais são dedicadas ao deus Shiva e datam do século 6º.

diante de Shiva


uma das cavernas



Na ilha existem dois tipos de cavernas: buddhistas e hinduístas. A maior caverna era local de adoração que com a chegada dos portugueses foi bastante danificada. Isso por volta de 1534. Segundo a tradição local as cavernas não foram construídas por mãos humanas. Dentro das cavernas pode-se apreciar a beleza de várias estátuas de Shiva. Há representações da cerimônia de casamento de Shiva.

o casamento de Shiva e Parvati



Há a belíssima imagem da Trimurti onde estão representadas três faces. Uma de Brahma, o criador; Vishnu, o protetor e Shiva, o destruidor. Simplesmente maravilhoso! É a única imagem preservada, pois os portugueses achavam que as faces tinham algo a ver com a Trindade. Também há uma bela estátua de Shiva meditando na montanha ao lado de Ganesha.

Trimurti

São cavernas impressionantes pela grandiosidade e pelo trabalho de escultura na rocha. Estas cavernas também são famosas pelos macacos que vivem por ali e fazem a festa dos visitantes. Estão por todo canto.



Após o almoço continuamos o tour e como tempo era escasso, passamos pela Flora Fountain, um dos símbolos da cidade; Estação Vitória, terminal de transporte, que mais parece um palácio devido a arquitetura gótica vitoriana; Templo Mahalakshmi dedicado a deusa da fartura e prosperidade Lakshmi e Mesquita Haji Ali , toda branca, que se não fosse uma passarela, dá a impressão de que fica flutuando no mar. Ufa...dia cheio novamente. Amanhã partimos para Patna.

Victoria Terminal

Cf. Também relato da Rosana sobre esse dia

27 Dezembro 2010

Em Mumbai

Em Mumbai
(27.12.2010)

Como vcs imaginam a terceira maior cidade do mundo? Mumbai tem 22 milhões de habitantes !!! É gente, gente, gente, carro, carro, carro, tuk-tuk, bicicleta, ônibus velho pra dar com o pé. Perfeita confusão.

o trânsito


É tudo isso misturado ao mesmo tempo. E o mais importante: QUEM ESTÁ NUM VEICULO, POR CERTO, UMA DAS MÃOS ESTÁ NA BUZINA !!!! Eles não sabem o que é viver sem a buzina. Mão e contramão? Esqueça. Nas ruas que não são as principais, faz-se coisa do arco da velha! Semáforo e sinais de trânsito? Sim, estão lá, mas não sei se alguém presta atenção neles!!! Calçada? Tem, mas as pessoas preferem andar pela rua. Faixa de pedestre? Hummmm...todas as vezes que atravessamos uma rua e olhe que éramos 17 pessoas, foi adrenalina pura!!!! Mais ou menos como estar numa pista de fórmula um e quando é dada a largada não há outra opção senão cruzar na frente dos carros!!! Salve-se quem puder! O trânsito é mais ou menos isso.... E não vi nenhum acidente.

Assim como no trânsito, as construções são todas misturadas, principalmente neste lado da cidade onde estamos. Há muita pobreza. Está escancarada. Como a poluição é grande, acumula-se sobre tudo uma camada de pó que dá um efeito pós terremoto ou aquele aspecto de coisa guardada há muito tempo. Só vendo e estando no meio de tudo isso para ter uma idéia.



As cidades são tão antigas, tão antigas, que tenho dificuldade pra pensar como cresceram, como se organizaram no tempo. Se não tiver esta perspectiva acabo julgando o que vejo pelo padrão que conheço. Quando o Brasil foi descoberto a India já estava comemorando milênios.

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Hoje fomos a um grande shopping, o Oberoi, para trocar nosso dinheiro. Almoçamos por lá. Comida indiana maravilhosa. Para muitos do grupo uma experiência “intensa”, pois não há como escapar da pimenta.

Fomos a um templo Hare Krishna

templo Hare Krishna

E também andamos a pé por uma famosa praia de Mumbai. Os indianos tem um outro entendimento de praia. É como se eles usassem a praia como uma praça. Biquíni e maiô, nem sinal. Foi uma caminhada muito agradável e divertida. Alguns (os corajosos) experimentaram o sabor de frutas locais. Outros compraram brinquedinhos parecidos com bumerangue. Alguns se aventuraram a colocar desenhos nas mãos e braços, a partir de um carimbo.





Cada dia é mesmo uma aventura garantida. Nada é como estamos acostumados. E isso traz tanto o prazer como o desconforto. A gente fica aqui meio “fora da casinha”. Como cada um reage é matéria que não me compete, mas falando por mim, quanto mais tento encaixar as boas e velhas referências, mais distante fico da experiência que vivo a cada momento. Tomara que sejamos capazes de viver o novo sem as amarras do piloto automático. Amanhã....mais oportunidades de viver a Índia como ela é.

26 Dezembro 2010

Rumo a Índia

Rumo a India
(26.12.2010)

Relato da Pátchima:

Um pouco da India já estava dentro do avião. Muitos indianos. Conversam muito, se movimentam pra lá e pra cá sem parar. O corredor do avião parecia uma calçada de passeio. Vários tinham seu próprio lanche. Quando abriam os pacotinhos, todos participávamos do perfume de suas comidas. Saímos de Johannesburg às 12h do dia 26 e chegamos em Mumbai 01 h da manhã do dia 27.12. No meio do trajeto as luzes foram apagadas, as janelas fechadas, quem conseguiu fazer de conta que era noite se deu bem. Uma coisa que esse pessoal do avião não economiza é no ar condicionado. Estava um gelo total. E adivinhem quem fez a maior festa com salva de palmas na hora da aterrissagem? Os indianos!!! Já gostei barbaridade dessa gente!

chegada na Índia


A recepção ao nosso grupo não poderia ser melhor !!!! Lembram da Ilha da Fantasia? Pois!!!! No aeroporto estavam nos esperando o Sr. Rakesh e seu filho. Cada integrante do grupo recebeu um colar de flores com direito a fotos individuais ao entrar no ônibus que será a partir daqui o 18º integrante do grupo. Pensam que terminou a ótima recepção? Ao chegarmos no hotel haviam recepcionistas jogando pétalas de flores sobre nós!!! Acreditem se quiser!!!! Simplesmente o máximo. A tal autoestima subiu como balão que se perde da mão de criança!!! Esses indianos souberam muito generosamente recuperar às 02 da madrugada o alto astral de quem esteve horas e horas viajando. Obrigado com força à India!!!

25 Dezembro 2010

Parque dos Leões

Parque dos Leões
(25.12.2010)

Relato da Pátchima:


Saímos cedinho da pousada e depois de 01 hora estávamos em nosso destino, Parque dos Leões. O parque está localizado na área rural de Joburg. Oferece uma grande área onde, entre outras coisas, pode-se ter contato direto com alguns animais, como leões pequenos e girafas, e a experiência inesquecível e única de estar tão próximo de vários leões adultos a ponto de tocá-los!!! Sensacional!! É muito difícil descrever como é isso. Também estivemos pertinho-pertinho de zebras, antílopes e cachorros do mato, mas os leões são demais. São animais muito grandes e belíssimos.

Os Leões!



Vivemos esta experiência dentro de um carro, tipo jardineira, com grades laterais de proteção. A motorista ia parando o carro ao lado dos animais e descrevendo aspectos da vida deles, o que tornou a visão dos animais muito mais interessante.


Uma Girafa!


Este foi um daqueles passeios que marcam a viagem e a vida da gente. Outra coisa que colaborou para que esse passeio fosse inesquecível foi o fato de termos passado a noite no parque. Eram grandes barracas que acomodavam até 4 pessoas, com o conforto de uma boa cama, espaço de circulação interna, frigobar e o melhor de tudo...da área da barraca podia-se sentar e apreciar a passagem de grupos de antílopes, zebras e ter ao fundo a trilha sonora dos rugidos dos leões. Realmente “a” experiência.

Uma Zebra!



A noite os amigos do sul, André, Davi e Daniel, botaram a mão na massa e fizeram um churrasco delicioso. O último dia na África do Sul foi pra ninguém botar defeito.

Hora da Soneca!

Cf. também relato da Rosana sobre esse dia

24 Dezembro 2010

Maropeng

Maropeng - 24.12.2010

Relato da Pátchima:

Descansados, saímos em direção a Maropeng, local conhecido como Berço da Humanidade onde estão localizadas as cavernas que representam cerca da metade das descobertas mundiais de fósseis de hominídeos. É uma das principais áreas com sítios arqueológicos do planeta e abriga alguns dos fósseis mais famosos. O local ainda abriga um museu que exibe vários fósseis (réplicas e verdadeiros) encontrados na região com salas interativas mostrando a evolução da Terra e do homem. Este lugar está a uns 40 km de Joburg.

No caminho uma parada num grande shopping para telefonar, acessar internet, trocar dinheiro, almoçar e comprar alguma coisa necessária e outras nem tanto. Shopping é shopping em qualquer lugar do mundo. A mesma correria, especialmente hoje, véspera de Natal. Fazem idéia de como estava aquilo, não?

Em Maropeng o grupo dividiu-se em dois. Um foi visitar o Museu, enorme, e o outro foi para as cavernas. Fiquei no grupo das cavernas. Simplesmente fantástico! Elas têm 20 milhões de anos. As cavernas ficam distantes do local onde está o museu uns 15 minutos de carro. A estrutura do lugar excelente. Escadas, corrimão, luz e um guia super simpático e animado. Como toda caverna, o lugar leva a gente a um universo de expectativas.

grupo das cavernas!
O ambiente de silêncio, temperatura permanente de 18 graus, corredores estreitos, úmidos, por vezes baixos, exigindo joelhos e costas em dia. Algumas rochas evocam o imaginário, fazendo com que algumas formações sejam associadas a imagens religiosas e também ao mundo animal.

dentro da caverna
Em alguns pontos a luminosidade que vinha do exterior, por pequenas frestas, formava belos efeitos dentro da caverna. O visual lá dentro é deslumbrante, com pedras de milhões de anos. A saída da caverna exige um “pequeno” esforço físico com a subida de uns 200 degraus, mas recompensado pela beleza da natureza, tanto da caverna quanto da paisagem externa.

deslumbrante!

Ainda deu tempo de rapidamente visitarmos o pequeno museu à entrada da caverna onde estão expostos fósseis ali encontrados e histórico da evolução do homem. Tudo bem organizado e agradável de ver e acompanhar.


tá provocando!


a evolução

as coisas aconteceram assim

Como é véspera de Natal teremos um jantar novamente servido pelas meninas da pousada. O cardápio será churrasco ao estilo sul africano, acompanhado de saladas maravilhosas como as que experimentamos na noite passada.

ceia de Natal!
Amanhã estaremos no Parque dos Leões vivendo a aventura de conviver com animais e dormir em cabanas. Boas festas a todos.