"Morte é aquele estado no qual alguém existe somente na memória dos outros; e por isso não é um final. Nada de adeus, apenas boas memórias"
Palavras finais de Natasha Yar em "Jornada nas Estrelas - a Nova Geração" - 1a. temporada.
"Nossas vidas são como a respiração, como as folhas que crescem e caem. Quando realmente entendermos sobre as folhas que caem, seremos capazes de varrer os caminhos todos os dias e nos alegrar com nossas vidas neste mundo mutável" ~ Ajahn Chah
28 Junho 2010
16 Junho 2010
Ah, eu adoro essas cortinas!
Email recebido de uma amiga. É possível gostar de algo antes de experimentá-lo? Da minha parte tenho convicção que sim. E dona Cacilda também. Que tal você também decidir de antemão ser feliz?
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem....
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que depositou. Como vê, ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem....
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que depositou. Como vê, ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
12 Junho 2010
Equilibre com um sorriso
Essa semana no "No que os Buddhistas Acreditam" foi dedicada ao tema Buddhismo e Pessimismo.
Esse é realmente um tema importante, pois não apenas pessoas de fora do Buddhismo por vezes têm essa visão distorcida, mas, lamentavelmente, muitos praticantes também. É preciso corrigir tal visão, mas para isso é preciso também corrigir nossa própria compreensão de como a mente funciona. Temos uma tendência em focar o negativo, um hábito bem antigo de considerar primeiro tudo o que pode dar errado antes de olhar para o que pode ou já está dando certo. O problema é que depois de uma sessão de pensamento negativo, sobra muito pouca energia ou disposição para a segunda etapa. Não é que devemos ver só o positivo de tudo. Não é para nos tornarmos 'otimistas'. Isso também é uma visão desequilibrada. Mas é, sim, preciso incentivar o pensamento que foca no positivo devido ao fato de que nossos hábitos mentais já tendem para a visão pessimista. Focar no positivo é uma questão de equilíbrio, não de acreditar em contos de fada e nutrir desejos irrealistas.
Notemos, por exemplo, o quão frequente é a tendência de nos culpamos pelo que fizemos bem como pelas nossas omissões. Mas quanto de nós pensam regularmente sobre as coisas boas que fizemos aos outros, os presentes que demos, as palavras de apoio ou qualquer outra coisa que fizemos e que nos relembre do lado bom em nós? Igualmente gastamos demasiado tempo pensando no mal que fizeram a nós. Ó, quão injustiçados, quão injuriados nós fomos, vítimas do destino! Mas quanto tempo tiramos para refletir o quanto já fizeram por nós?
Há uma verdade profunda na frase: "A imagem do Buddha é a personificação da Paz, Serenidade, Esperança e Boa-vontade. O sorriso magnético e radiante do Buddha é a síntese de Sua doutrina". Sorrir para a vida é ver o Buddha e o Dhamma em todas as coisas.
Que entre uma inspiração e um expiração, no espaço vazio de nossa meditação diária, possamos trazer à mente todo o bem que já fizemos e que fizeram a nós. Que possamos olhar as coisas a partir da abertura do coração, vendo cada situação à nossa frente como uma oportunidade de crescimento, aprendizado e, claro, alegria.
Esse é realmente um tema importante, pois não apenas pessoas de fora do Buddhismo por vezes têm essa visão distorcida, mas, lamentavelmente, muitos praticantes também. É preciso corrigir tal visão, mas para isso é preciso também corrigir nossa própria compreensão de como a mente funciona. Temos uma tendência em focar o negativo, um hábito bem antigo de considerar primeiro tudo o que pode dar errado antes de olhar para o que pode ou já está dando certo. O problema é que depois de uma sessão de pensamento negativo, sobra muito pouca energia ou disposição para a segunda etapa. Não é que devemos ver só o positivo de tudo. Não é para nos tornarmos 'otimistas'. Isso também é uma visão desequilibrada. Mas é, sim, preciso incentivar o pensamento que foca no positivo devido ao fato de que nossos hábitos mentais já tendem para a visão pessimista. Focar no positivo é uma questão de equilíbrio, não de acreditar em contos de fada e nutrir desejos irrealistas.
Notemos, por exemplo, o quão frequente é a tendência de nos culpamos pelo que fizemos bem como pelas nossas omissões. Mas quanto de nós pensam regularmente sobre as coisas boas que fizemos aos outros, os presentes que demos, as palavras de apoio ou qualquer outra coisa que fizemos e que nos relembre do lado bom em nós? Igualmente gastamos demasiado tempo pensando no mal que fizeram a nós. Ó, quão injustiçados, quão injuriados nós fomos, vítimas do destino! Mas quanto tempo tiramos para refletir o quanto já fizeram por nós?
Há uma verdade profunda na frase: "A imagem do Buddha é a personificação da Paz, Serenidade, Esperança e Boa-vontade. O sorriso magnético e radiante do Buddha é a síntese de Sua doutrina". Sorrir para a vida é ver o Buddha e o Dhamma em todas as coisas.
Que entre uma inspiração e um expiração, no espaço vazio de nossa meditação diária, possamos trazer à mente todo o bem que já fizemos e que fizeram a nós. Que possamos olhar as coisas a partir da abertura do coração, vendo cada situação à nossa frente como uma oportunidade de crescimento, aprendizado e, claro, alegria.
08 Junho 2010
Caminhos da Fé
Aqui uma entrevista do professor e reverendo buddhista, Ricardo Mário Gonçalves, juntamente com vários outros entrevistados, a respeito da fé. Aqui ele fala a partir do ponto de vista de sua escola, o Buddhismo Shin (Terra Pura) do Buddhismo japonês.
Link para o áudio
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05 Junho 2010
Sem mãos, sem pernas, sem preocupação
Já tinha apresentado um vídeo dele em julho do ano passado, Levantar é possível. Uma lição poderosa de vida. Agora mais um outro dele, Look at yourself after watching this. Nick Vujicic tem algo muito importante para falar para todos nós, bípedes humanos do planeta, principalmente para aqueles que tendem a reclamar, dia sim dia não, de suas próprias vidas. Primeiramente porque ele nos desafia numa de nossas crenças mais básicas e estúpidas, a de que temos que ser saudáveis, inteiros e perfeitos para sermos felizes. Não só ele demonstra a felicidade mas ainda ajuda outros a encontrarem. Alguns pontos importantes que ele menciona nesse vídeo e que me parecem fundamentais de mantermos em mente todos os dias:
1. Focamos demais naquilo que desejaríamos ter e desejaríamos não ter, ao invés de ver aqui que de fato temos.
2. Seja agradecido, a cada minuto.
3. É uma mentira pensar que não somos bons o suficiente, é uma mentira pensar que não valemos nada.
4. É terrível ver quantas pessoas existem que pensam que não valem nada.
5. Você é bela e maravilhosa exatamente da forma que é.
6. E porque eu sorrio tanto? É difícil sorrir quando tanto acontece na vida e não entendemos o que se passa, não sabemos se vamos superar. Ser paciente e belo pode ser a coisa mais difícil na vida.
7. 'Quando eu tinha 8 anos, pensava, nunca vou me casar, nunca vou ter um emprego, nunca vou ter uma vida com um propósito. Que tipo de marido poderia ser se nem posso segurar a mão de minha esposa? - Posso não ter mãos para segurar a mão de minha esposa, mas quando o momento chegar eu serei capaz de segurar seu coração. Não preciso de mãos para segurar seu coração.
8. Não importa quantas vezes você tenta levantar e não consegue. A única coisa que importa é como você termina.
1. Focamos demais naquilo que desejaríamos ter e desejaríamos não ter, ao invés de ver aqui que de fato temos.
2. Seja agradecido, a cada minuto.
3. É uma mentira pensar que não somos bons o suficiente, é uma mentira pensar que não valemos nada.
4. É terrível ver quantas pessoas existem que pensam que não valem nada.
5. Você é bela e maravilhosa exatamente da forma que é.
6. E porque eu sorrio tanto? É difícil sorrir quando tanto acontece na vida e não entendemos o que se passa, não sabemos se vamos superar. Ser paciente e belo pode ser a coisa mais difícil na vida.
7. 'Quando eu tinha 8 anos, pensava, nunca vou me casar, nunca vou ter um emprego, nunca vou ter uma vida com um propósito. Que tipo de marido poderia ser se nem posso segurar a mão de minha esposa? - Posso não ter mãos para segurar a mão de minha esposa, mas quando o momento chegar eu serei capaz de segurar seu coração. Não preciso de mãos para segurar seu coração.
8. Não importa quantas vezes você tenta levantar e não consegue. A única coisa que importa é como você termina.
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