27 Maio 2010

Feliz Vesak 2010


Desejamos um feliz Vesak a todos os leitores das Folhas. Que as bênçãos da Tríplice Jóia recaiam sobre todos!

19 Maio 2010

O ritual no Zen e o cérebro

Um trecho do texto integral que pode ser encontrado aqui.

"Dōgen continua: “Zazen é a manifestação da realidade última. As armadilhas das redes do intelecto não podem atrapalhar”. Conforme diz Paula Arai em seu ensaio sobre os rituais das monjas SotoZen[1][5], “A mente racional pode entender a inter-dependência, porém só este conhecimento é insuficiente para produzir a sensação.... a compreensão intelectual tem demonstrado ser impotente para prover mudança emocional”, Este é o motivo pelo qual, mesmo que creiamos ter comprendido, nosso comportamento não se transforma. Apesar de estarmos concientes, de que se mudamos nossa resposta impulsiva como ciume ou ira, poderiamos levar uma vida mais harmônica, não é nada fácil mudar tal resposta. Para que se possa dar uma verdadeira mudança é necessário atravessar processos físicos nos quais passemos primeiro por uma experiência e em seguida a compreensão seja obtida como pensamento racional ao invés do contrário.

Por este motivo, nos processos de transformação profunda o importante é a repetição. Por meio dela podemos transformar aquilo que é endossado pela repetição inconsciente. A diferença é que nos processos rituais, o indivíduo se submete ao consciente liberando-se da necessidade compulsiva de recompensa. Com base em estudos realizados em praticantes de meditação ou de oração profunda, a neurologia tem demonstrado que quando um indivíduo repete uma atividade de forma contínua, o sistema-límbico(uma de suas funções principais é integrar o meio interno com o externo antes de realizar uma conducta) se sobrecarrega e usa mecanismos de outras estruturas cerebrais para funcionar adequadamente".

18 Maio 2010

Entre Portugal e Espanha

Muito coisa já aconteceu desde a última folha. Pequeno almoço em Costa Nova...


Picnic no Parque de Cabreia...


Palestras em Aveiro, Porto e Retiro de fim de semana em Vila Nova de Gaia...


Passeios pelo Porto...


Muito, mas muito bacalhau.. todos os dias...


Passeios na fronteira da Espanha, por entre fortalezas...



Leite creme, ah...


E Espanha, é claro... mas fica pro outro dia... e o que é melhor e fundamental em tudo, com ótima companhia sempre...

11 Maio 2010

sempre divertido

Um sinal de que você está viajando e passando demais dentro de aviões: você começa a dormir melhor no avião do que na sua própria cama; passa a ser natural tomar café da manhã ou almoço a qualquer hora de seu relógio biológico (você já nem sabe o que é isso); quando um breve toque como um sino acontece você automaticamente já busca fechar o cinto de segurança; atrasos se tornam coisas comuns...

Guichê do aeroporto de Orly na França: “vôo para o Porto às 13h40, por favor”. “Cancelado”. “Como assim, cancelado?” “Cancelado”. “Hum...tem certeza, pode conferir? É o vôo 453 para o Porto”. (moça conferindo...) “Ah, esse vôo não está cancelado”. “Ufa. Ok”. “Venha daqui meia hora”. “Ok”. (meia hora depois, outra moça...) “Vôo 453 para o Porto, por favor”. “Esse vôo já partiu”. “Partiu?!@” “Sim”. “Mas como? O vôo está marcado para daqui duas horas!” (moça conferindo...) “Ah, ok, o vôo vai acontecer, sim”. “Hum...”

Lá dentro, depois do check-in, na tela: vôo 453 para o Porto: “Delayed”. Algum membro da companhia aérea para esclarecer quando o voo acontecerá, porque está atrasado ou mesmo se irá acontecer: 0 . Alguém do aeroporto presente para esclarecimentos: 0 . E tudo isso com aquela característica gentileza e disponibilidade em ajudar infelizmente tão frequente de se encontrar quando se visita a França...

Mas tudo está ótimo. Ao contrário de outros passageiros para Lisboa que tiveram seu voo cancelado e que esperavam há horas na sala de Orly, apenas 1 hora de atraso e eis-nos no céu, num dos menores aviões que já peguei, escapando das cinzas do Eyjafjallajokull.


Na França, 6 graus e chuva contínua. Mas o voo decolou tranquilamente, sanduiche de salmão defumado, e duas horas depois uma vista do Porto. Um Porto ensolarado e agradável:


Objetivo seguinte: chegar a Aveiro e depois a Praia da Barra, tirar essa foto do farol que ainda funciona, andar pelo agradável lugar, entre rias e mar, aproveitando o resto da tarde, tomar um galão com pão e jantar uma dose de perca com sopa de espinafre com amigos. E amanhã, se não chover, picnic na Cabreia. Muito fixe!


09 Maio 2010

Tupi or not Tupi

Amanhã embarco para Portugal, saudades das boas pessoas de lá, dos ares europeus aportuguesados, do maravilhoso e sedutor sotaque, dos céu de diferente azul, do Dharma de lá e, claro, do bacalhau.

Aqui nosso programa de eventos por lá:

Palestras e Retiro em Portugal


E para quem ainda não viu, um bom programa sobre os dois países:

http://www.tvcultura.com.br/conteudo/24992

07 Maio 2010

Os limites da ignorância perceptiva

Nosso amigo, o prof. Miklos, traduziu e publicou uma excelente reportagem. Resta-nos apenas divulgá-la e repetir sua conclusão final: "Quantas outras coisas maravilhosas estamos perdendo em nossa ânsia por correr atrás de nossas expectativas?" E realmente, há tantas coisas maravilhosas que ocorrem nas vidas das pessoas todo o tempo. Surpresas acontecem, a cada esquina. Mas nos prendemos em expectativas, ilusões, fantasias e hábitos. Como gostaríamos que o passado tivesse sido... como desejaríamos que o futuro viesse a ser... como gostaríamos de ser... o que gostaríamos de ter... No final, não vemos o que está à nossa frente, não damos valor a coisas preciosas que nos aparecem e, enfim, perdemos o presente que o presente nos traz.

O Abismo do Eu - os limites da ignorância perceptiva

Este acontecimento significativo está sendo divulgado em diversos meios virtuais. Foi traduzido do ingles por Claudio Miklos.


A SITUAÇÃO

Em Washington D.C., em uma Estação do Metrô, numa manhã fria de Janeiro 2007, este homem com um violino tocou seis peças de Bach por cerca de 45 minutos. Durante este tempo, aproximadamente 2.000 pessoas passaram pela estação, a maioria delas em seu caminho para o trabalho. Após 3 minutos, um homem de meia-idade percebeu que havia um músico tocando. Ele diminuiu o seu passo e parou por poucos segundos, então correu para cumprir seu horário.

Cerca de 4 minutos depois:

O violonista recebeu seu primeiro dólar. Uma mulher, sem se deter, jogou o dinheiro no chapéu colocado no chão diante do músico e continuou a caminhar.

Em 6 minutos:

Um homem jovem encostou-se no muro para escuta-lo, então olhou para seu relógio e retomou a caminhada.

Em 10 minutos:

Um menininho de 3 anos parou, mas sua mãe o empurrou urgentemente para continuar a caminhar junto dela. O menininho parou novamente para olhar o violinista , mas a mãe o puxou forte e a criança continuou a andar, virando a cabeça todo o tempo para trás. A ação foi repetida por todas as outras crianças que passaram pelo músico, mas todos os pais - sem excessão - as forçavam para se moverem rapidamente.

Em 45 minutos:

O músico tocava de maneira ininterrupta. Apenas 6 pessoas pararam e ouviram por curto espaço de tempo. Em torno de 20 deram-lhe dinheiro mas continuaram a caminhar em seu passo normal. O homem conseguiu um total de US$32.

Após 1 hora:

Ele parou de tocar e o silêncio dominou o ambiente. Ninguém percebeu e não houveram aplausos. Não houve qualquer tipo de reconhecimento.

Ninguém sabia, mas o violonista era Joshua Bell, um dos mais geniais músicos do mundo. Ele tocou impecavelmente uma das mais complexas peças musicais jamais escritas, usando um violino que valia US$3,5 milhões. Dois dias antes, Joshua Bell esgotou os lugares de um teatro em Boston onde o público pagou US$100 por ticket, para sentar e ouvi-lo tocar a mesma peça de Bach.

Esta é uma verdadeira estória. Joshua Bell tocando incógnito em uma estação de metrô de Washington foi parte de um experimento social chamado "Percepção, Gosto e Prioridades Pessoais".

O experimento levantou várias questões:

- Em um ambiente comum, em uma hora inapropriada, somos capazes de apreender a beleza?
- Se assim for, somos capazes de aprecia-la?
- Reconhecemos o talento em contextos inesperados?

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Se não dispomos de um pouco de tempo para parar e ouvir um dos melhores intérpretes do mundo, tocando uma das mais maravilhosas peças musicais escritas em todos os tempos por meio de um dos instrumentos mais finamente feitos... Quantas outras coisas maravilhosas estamos perdendo em nossa ânsia por correr atrás de nossas expectativas?

05 Maio 2010

Doe Palavras

Mensagem recebida da Mariangela Ryosen: "O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho. Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/ , escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento. Pessoal, é muito linda a reação de esperança dos pacientes. Participem, não apenas hoje, mas, todos os dias, dêem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos".