"Nossas vidas são como a respiração, como as folhas que crescem e caem. Quando realmente entendermos sobre as folhas que caem, seremos capazes de varrer os caminhos todos os dias e nos alegrar com nossas vidas neste mundo mutável" ~ Ajahn Chah
31 Maio 2009
Buddhismo e Hipermodernidade
"Penso que, para a mente atenta e intensamente identificada com a possibilidade real de transformação e cura perceptiva, o ato justo e coerente é uma conseqüência natural ao seu estado de plena atenção. Diante deste potencial, o buddhismo desenvolveu um método muito saudável em prática contemplativa que, diferentemente do que muitos acreditam, é promovido não só através da técnica meditativa mas principalmente da atitude meditativa, a ação feita através de uma intenção fundada em discernimento e concentração". Leiam o artigo inteiro do prof. de dharma Cláudio Miklos.
28 Maio 2009
Axé, Salvador
O dia do Seminário foi ótimo. Apesar de ter começado com chuvas, o que parecia nos condenar a toda uma manhã no hotel diante da mesa do café, o sol logo despontou. Tirando a preguiça de lado...






o qual foi povoado de gente alegre, sucos e bolos, livros, cds, e palestras muito interessantes. O que será que aconteceria quando um pastor presbiteriano, um buddhista, uma índia guerreira e um professor de políticas sociais e coordenador de estudos afrobrasileiros se reunissem? Uma das curiosidades percebidas já antes de começar foi que todos nasceram ou moravam no Rio de Janeiro. Então, com o espírito animado dos cariocas e uma platéia constituída de docentes responsáveis pelo ensino de religião nas escolas de Salvador, começou o seminário.
O buddhista deu início, agradecendo por estamos lá num espaço criado para pensar criativamente a cultura negra e seu lugar na sociedade brasileira, cultura tão rica e ao mesmo tempo tão renegada na história dessa nação, o que tornava especialmente significativo um seminário que propunha a promoção do pensamento multiculturalista. Nesse sentido, dividiu a abertura em duas partes. A proposta foi de que o Buddhismo oferecia não apenas uma contribuição efetiva à reflexão sobre o multiculturalismo, mas também um desafio quando fossemos tratar de multiculturalismo religioso. Na primeira parte expôs alguns dados da própria vida do Buddha que davam suporte ao multiculturalismo, com ligações diretas que poderiam servir de elo com os estudos afrobrasileiros e a luta pela igualdade. Já na segunda parte, colocou o desafio. Um pensamento efetivamente multiculturalista precisaria também abrir lugar para uma religião que não falasse de Deus. Como seríamos recebidos pelos que concebem deus como essencial numa religião? Na sequência do desenvolvimento desse ponto deu uma sinopse de como é possível haver uma religião sem deus, mas ainda mantendo-se dentro das definições religiosas. Por fim, ligou tudo isso à noção de ciência, uma vez que um dos pontos do Seminário era também comemorar os 200 anos de nascimento de Darwin.
Em seguida foi a vez da índia que colocava sempre a guerreira na frente! Animada e entusiasmada pela causa indígena, a escritora e remanescente de uma das importantes tribos brasileiras falou de direitos humanos, estilo de vida indígena e o papel da mulher. Ela foi seguida pelo pastor presbiteriano, que deu ótimos exemplos e interpretações da bíblia e mostrou sua visão de justiça social e engajamento. O prof. de políticas sociais abriu e fechou o evento, articulando as falas. Pudemos aprender bastante. Mais aprendizado ainda veio à noite, quando nos reunimos todos lá no tradicional Cravinho no Pelourinho e um pouco da cultura religiosa afro pode ser aprendida, apreciada e comparada com métodos e estilos desenvolvidos pelo Buddhismo. Axé!

rumo à famosa Feira de São Joaquim...
mercado modelo...


igrejas...
até ao local do Seminário...
O buddhista deu início, agradecendo por estamos lá num espaço criado para pensar criativamente a cultura negra e seu lugar na sociedade brasileira, cultura tão rica e ao mesmo tempo tão renegada na história dessa nação, o que tornava especialmente significativo um seminário que propunha a promoção do pensamento multiculturalista. Nesse sentido, dividiu a abertura em duas partes. A proposta foi de que o Buddhismo oferecia não apenas uma contribuição efetiva à reflexão sobre o multiculturalismo, mas também um desafio quando fossemos tratar de multiculturalismo religioso. Na primeira parte expôs alguns dados da própria vida do Buddha que davam suporte ao multiculturalismo, com ligações diretas que poderiam servir de elo com os estudos afrobrasileiros e a luta pela igualdade. Já na segunda parte, colocou o desafio. Um pensamento efetivamente multiculturalista precisaria também abrir lugar para uma religião que não falasse de Deus. Como seríamos recebidos pelos que concebem deus como essencial numa religião? Na sequência do desenvolvimento desse ponto deu uma sinopse de como é possível haver uma religião sem deus, mas ainda mantendo-se dentro das definições religiosas. Por fim, ligou tudo isso à noção de ciência, uma vez que um dos pontos do Seminário era também comemorar os 200 anos de nascimento de Darwin.
Em seguida foi a vez da índia que colocava sempre a guerreira na frente! Animada e entusiasmada pela causa indígena, a escritora e remanescente de uma das importantes tribos brasileiras falou de direitos humanos, estilo de vida indígena e o papel da mulher. Ela foi seguida pelo pastor presbiteriano, que deu ótimos exemplos e interpretações da bíblia e mostrou sua visão de justiça social e engajamento. O prof. de políticas sociais abriu e fechou o evento, articulando as falas. Pudemos aprender bastante. Mais aprendizado ainda veio à noite, quando nos reunimos todos lá no tradicional Cravinho no Pelourinho e um pouco da cultura religiosa afro pode ser aprendida, apreciada e comparada com métodos e estilos desenvolvidos pelo Buddhismo. Axé!
26 Maio 2009
Ô meu lindo
"Ô meu lindo, voce nao quer comprar uns cartoes postais?".... e é assim que depois de ser abordado dessa maneira logo ao chegar no Pelourinho, estando indubitavelmente na Bahia, ainda me sinto meio em continuaçao da viagem da Thailandia e Portugal. De Portugal, pois aqui a arquitetura tem muitos traços que nos lembram Portugal.

E até bolinho de bacalhau se encontra por toda parte! Thailandia, pois logo no almoço o garçon me aponta uma tigelinha e diz "Olha, isso nao é vinagrete, nao, tá? Isso é pimenta!" Sem problemas, pimenta é meu nome. E nao é que estava ardida mesmo? Surpresa mesmo foi encontrar duas barraquinhas (estou sendo generoso, na verdade, dois caixotes no chao) vendendo rambutans (aquela fruta cheia de pelos que vcs viram nas fotos da Thailandia) e mangosteen, sendo vendidos as pencas.
Claro, tem muita coisa diferente, até índios latinos cantando em algum língua desconhecida...

Me disseram que estava chovendo muito em Salvador, que viesse preparado, um mes de chuvas, até enchentes. E na internet o tempo apontava mesmo pra muitas chuvas nesses dias. Coloquei meu guarda-chuva na mala, mas, bem, o dia inteiro foi de sol, dia claro, e um por de sol maravilhoso. Nem precisa entender de fotografia com uma paisagem dessas...






E até bolinho de bacalhau se encontra por toda parte! Thailandia, pois logo no almoço o garçon me aponta uma tigelinha e diz "Olha, isso nao é vinagrete, nao, tá? Isso é pimenta!" Sem problemas, pimenta é meu nome. E nao é que estava ardida mesmo? Surpresa mesmo foi encontrar duas barraquinhas (estou sendo generoso, na verdade, dois caixotes no chao) vendendo rambutans (aquela fruta cheia de pelos que vcs viram nas fotos da Thailandia) e mangosteen, sendo vendidos as pencas.Claro, tem muita coisa diferente, até índios latinos cantando em algum língua desconhecida...

Me disseram que estava chovendo muito em Salvador, que viesse preparado, um mes de chuvas, até enchentes. E na internet o tempo apontava mesmo pra muitas chuvas nesses dias. Coloquei meu guarda-chuva na mala, mas, bem, o dia inteiro foi de sol, dia claro, e um por de sol maravilhoso. Nem precisa entender de fotografia com uma paisagem dessas...



Você sabe a cor de Deus?
24 Maio 2009
em Braga
22 Maio 2009
18 Maio 2009
Pátchima em Portugal
E a Pátchima continua a andar...
Segunda. Dia de sol na cidade do Porto!!! Que faremos?
Minha xará, Fátima, disse que vamos conhecer a cidade. Lá fomos nós. Saímos de casa às 10h. Tomamos o auto carro (onibus) e seguimos para o centro da cidade. Um lindo dia de sol, mas aquele ventinho fresco. Descemos em frente ao prédio da antiga cadeia e começamos nossa expedição exploratória. Amigos,andamos das 10h às 20h30!!!! Acreditem se quiser!!!
Andamos por tudo.Cidade alta, cidade baixa. Conheci lugares muito lindos. O que não é nada dificil por aqui. Esta cidade é por demais fotogênica. Como ela é toda morro acima, morro abaixo, para qualquer lado que você olhe, sempre tem paisagens maravilhosas, seja da perspectiva de cima pra baixo seja vice versa. A Fátima me levou para tomar café português que não é tão simples como no Brasil. Eles tem uma lista infindável de tipos de café a pedir: pingo, curto, longo, cheio, cimbalino, claro, etc. Entramos na livraria Lello. A beleza do ambiente com uma escadaria vermelha ao centro fez com que se transformasse em ponto turistico. Almoçamos num lugar lindíssimo e muito agradável: o Café Guarany. Comemos pataniscas de bacalhau. Uma delicia!
E dá-lhe andar. A quantidadede igrejas aqui é uma coisa absurda. Houve momentos em que achei que estava olhando a mesma igreja, apenas sob perspectiva diferente. E como é utilizado o azulejo decorado!! Diz a Fátima que eles tinham a função de proteger as paredes da umidade e intempéries. Paramos pra tomar um chá indiano numa casa muito chique. Em geral os lugares tem um clima europeu na decoração e arquitetura, fazendo com que a gente sinta-se transportado no tempo. Visitamos o prédio do Teatro, passeamos num bondinho que faz a passagem da cidade alta para baixa. É alto pra danar! Fátima mais corajosa que Patchima. Cheia de vertigem fiquei estancada na parte de trás do bondinho.A parte central mais antiga da cidade tem construções do seculo XII e XIV!!! Andamos também sobre a ponte D.Luis, onde se tem uma vista panoramica espetacular de toda cidade.
Na parte baixa a visão espetacular das pontes, do rio Douro, do casario que vai cobrindo a encosta até a cidade alta. Aproveitamos para como diz a Fátima, saborear o lugar. Muitos barcos no rio, gaivotas, sol de final de tarde e claro, café a beira do rio. Resolvemos voltar a pé para casa. Uma caminhada muito gostosa ao longo do rio. Bem ao fundo, enquanto vamos andando, percebe-se que o rio vai se abrindo, o horizonte vai ficando cada vez mais largo e lá longe o rio vai se encontrando com o mar.Todo o passeio a pé foi maravilhoso. Muita coisa ficou ainda por conhecer. Pode-se andar muito aqui e sempre com paisagens belíssimas ao redor. Tudo enche os olhos.
Chegamos em casa às 20h30! Ainda com o sol a se por. A Fátima ama a sua cidade, foi me contando a respeito dos lugares, da história, e me levando para a cidade que está no coração dela. Podia arranjar melhor guia? Grata pela lição de amor fui dormir me achando uma felizarda. Amanhã: Guimarães, berço da nacionalidade portuguesa!
Segunda. Dia de sol na cidade do Porto!!! Que faremos?
Minha xará, Fátima, disse que vamos conhecer a cidade. Lá fomos nós. Saímos de casa às 10h. Tomamos o auto carro (onibus) e seguimos para o centro da cidade. Um lindo dia de sol, mas aquele ventinho fresco. Descemos em frente ao prédio da antiga cadeia e começamos nossa expedição exploratória. Amigos,andamos das 10h às 20h30!!!! Acreditem se quiser!!!
Andamos por tudo.Cidade alta, cidade baixa. Conheci lugares muito lindos. O que não é nada dificil por aqui. Esta cidade é por demais fotogênica. Como ela é toda morro acima, morro abaixo, para qualquer lado que você olhe, sempre tem paisagens maravilhosas, seja da perspectiva de cima pra baixo seja vice versa. A Fátima me levou para tomar café português que não é tão simples como no Brasil. Eles tem uma lista infindável de tipos de café a pedir: pingo, curto, longo, cheio, cimbalino, claro, etc. Entramos na livraria Lello. A beleza do ambiente com uma escadaria vermelha ao centro fez com que se transformasse em ponto turistico. Almoçamos num lugar lindíssimo e muito agradável: o Café Guarany. Comemos pataniscas de bacalhau. Uma delicia!
E dá-lhe andar. A quantidadede igrejas aqui é uma coisa absurda. Houve momentos em que achei que estava olhando a mesma igreja, apenas sob perspectiva diferente. E como é utilizado o azulejo decorado!! Diz a Fátima que eles tinham a função de proteger as paredes da umidade e intempéries. Paramos pra tomar um chá indiano numa casa muito chique. Em geral os lugares tem um clima europeu na decoração e arquitetura, fazendo com que a gente sinta-se transportado no tempo. Visitamos o prédio do Teatro, passeamos num bondinho que faz a passagem da cidade alta para baixa. É alto pra danar! Fátima mais corajosa que Patchima. Cheia de vertigem fiquei estancada na parte de trás do bondinho.A parte central mais antiga da cidade tem construções do seculo XII e XIV!!! Andamos também sobre a ponte D.Luis, onde se tem uma vista panoramica espetacular de toda cidade.
Na parte baixa a visão espetacular das pontes, do rio Douro, do casario que vai cobrindo a encosta até a cidade alta. Aproveitamos para como diz a Fátima, saborear o lugar. Muitos barcos no rio, gaivotas, sol de final de tarde e claro, café a beira do rio. Resolvemos voltar a pé para casa. Uma caminhada muito gostosa ao longo do rio. Bem ao fundo, enquanto vamos andando, percebe-se que o rio vai se abrindo, o horizonte vai ficando cada vez mais largo e lá longe o rio vai se encontrando com o mar.Todo o passeio a pé foi maravilhoso. Muita coisa ficou ainda por conhecer. Pode-se andar muito aqui e sempre com paisagens belíssimas ao redor. Tudo enche os olhos.
Chegamos em casa às 20h30! Ainda com o sol a se por. A Fátima ama a sua cidade, foi me contando a respeito dos lugares, da história, e me levando para a cidade que está no coração dela. Podia arranjar melhor guia? Grata pela lição de amor fui dormir me achando uma felizarda. Amanhã: Guimarães, berço da nacionalidade portuguesa!
&&&
Quem não é "pátchima" continua em Braga, despendendo o dia passeando pelo lindo bosque e conglomerado arquitetônico do Bom Jesus e Sameiro. Maravilhoso. Faremos um pequeno filminho mais tarde... Amanhã estaremos todos em Guimarães, patrimônio cultural da humanidade! E mais a noite, estaremos no Porto, conversando sobre o Dharma e jantar com amigos.
numa lanchonete em Portugal
PS: aos amigos portugueses que leem as folhas, ignorem este post, pois não faz o menor sentido, apenas para brasileiros...
Ok, entras num café em Portugal e sentas-te na esplanada. Estás com larica. O que é que pedes para o empregado de mesa para morfar?
Traduzindo: Você entra numa lanchonete em Portugal e se senta na varanda. Você está com fome. O que você pediria para o garçom para comer?
Como veem, continuo aprendendo a falar português 1 e aprendendo a falar português 2
Ok, entras num café em Portugal e sentas-te na esplanada. Estás com larica. O que é que pedes para o empregado de mesa para morfar?
Traduzindo: Você entra numa lanchonete em Portugal e se senta na varanda. Você está com fome. O que você pediria para o garçom para comer?
- um prego no pão
- um cachorro
- um abatanado
- um escadório
- uma sandes de bifana
- um carioca
- um fato
- um gelado
- um biberão
- uma passadeira
- um pingo
- um galão
- ou uma tosta de fiambre?
Como veem, continuo aprendendo a falar português 1 e aprendendo a falar português 2
17 Maio 2009
de Gaia a Braga
Notícias da Pátchima...
Sexta. Chegamos em Portugal e fomos direto para o retiro. Agora que tenho a oportunidade de conviver e ouvir mais de 02 pessoas falando português..... retiro de silêncio!!!!! Tudo bem. O retiro transcorre tranquilo.Estamos numa casa de retiros de freiras católicas. As acomodações são excelentes e as refeições deliciosas.
Tem uma laranja aqui gente que é o seguinte!!!! Entre um intervalo e outro, quando estou no quarto, observo pela janela a vida lá fora. Há um café e um banca de frutas e verduras. Os dois locais são bem frequentados pelos moradores da redondeza. Quem sabe eu consiga tomar um café português num lugar destes! Faz frio aqui, mas bem menos que Birmingham. Aqui já fez sol, ventou, nublou, choveu... O que sei do mundo lá fora é o que vejo pela janela. No mais, os praticantes portugueses e a praticante brasileira seguem as instruções dadas pelo prof.. Vamos respirando com atenção enquanto o tempo passa.
Domingo.
Final do retiro. Houve pequena confraternização com bolo e chá. Tivemos oportunidade de conversar um pouquinho. Os portugueses são muito simpáticos e cerimoniosos no trato com as pessoas. Houve troca de emails e fotos do grupo! Estávamos em 13 pessoas. Prof. seguiu para Braga onde ficou hospedado. Eu segui para Porto com a Fátima C., minha xará. Fátima me levou já de cara para uma volta de reconhecimento da cidade! Amigos, fiquei muito maravilhada com tudo o que vi e olhem que o tempo estava fechado e um pouco chuvoso. Tudo aquilo com sol dever ser fantástico! As pessoas que vivem aqui são privilegiadas e não devem fazer idéia disso. Porto é uma cidade que tem parte alta e baixa. Há dois rios enormes, o Douro e o Leça que serpenteiam a cidade e os obrigou a construir gigantescas pontes. Lindas. Elas dão um charme todo especial ao lugar. Não bastasse o rio, eles tem o mar!!!
Também passeamos pela orla. Faróis, castelos, marinas, fortes, passeios ao longo da orla com belas árvores, um conjunto de estátuas muito lindas, apesar de estamparem a dor, representando as peixeiras que perdem seus companheiros. E praias né!!!!! A cidade tem lugares que levam nomes como "passeio das virtudes", "campo alegre", etc. Que acham? Pode ser ruim um lugar assim? Meus olhos não dão conta de assimilar todas as imagens que vão pipocando. Não bastasse o mar, Porto tem um parte histórica com casarios de época, igrejas tantas que parecem estar uma ao lado da outra, ruelas por onde duvidei passar algum automóvel. É belíssima! Só vendo! Tem-se uma visão fantástica desta parte antiga indo para Gaia (do outro lado do rio).
Circulando pela cidade a Fátima me mostrou quintas enormes (casas antigas que ocupavam imensos terrenos). Uma dessas quintas hoje em dia dá lugar ao Jardim Botânico da cidade. Essa foi a voltinha que ela disse que iriamos dar..... Amanha o dia promete! Esperamos que o sol apareça! A hospitalidade e generosidade da portuguesa deixa a brasileira emocionada. Só tenho a agradecer.
Pois... enquanto a "Pátchima" está lá no Porto, cá estou eu em Braga, ainda mais ao norte, desfrutando da hospitalidade da Cris. O retiro foi muito tranquilo, ótimo encontrar velhos conhecidos e alguns novos praticantes. Todos, como é costumeiro aqui, muito amáveis. Muito legal, ou melhor, muito gira e fixe! Do retiro fomos diretos passear em Braga...





Claro, não poderia deixar de ter um bacalhau para o jantar, a moda da casa, frito, com cebolas, batata frita em rodelas, azeitonas e muito azeite!! Já estava esperando por esse bacalhau há meses!! Na foto não dá pra ver, mas tem imensos pedaços de bacalhau por baixo das batatas :)
Sexta. Chegamos em Portugal e fomos direto para o retiro. Agora que tenho a oportunidade de conviver e ouvir mais de 02 pessoas falando português..... retiro de silêncio!!!!! Tudo bem. O retiro transcorre tranquilo.Estamos numa casa de retiros de freiras católicas. As acomodações são excelentes e as refeições deliciosas.
Tem uma laranja aqui gente que é o seguinte!!!! Entre um intervalo e outro, quando estou no quarto, observo pela janela a vida lá fora. Há um café e um banca de frutas e verduras. Os dois locais são bem frequentados pelos moradores da redondeza. Quem sabe eu consiga tomar um café português num lugar destes! Faz frio aqui, mas bem menos que Birmingham. Aqui já fez sol, ventou, nublou, choveu... O que sei do mundo lá fora é o que vejo pela janela. No mais, os praticantes portugueses e a praticante brasileira seguem as instruções dadas pelo prof.. Vamos respirando com atenção enquanto o tempo passa.
Domingo.
Final do retiro. Houve pequena confraternização com bolo e chá. Tivemos oportunidade de conversar um pouquinho. Os portugueses são muito simpáticos e cerimoniosos no trato com as pessoas. Houve troca de emails e fotos do grupo! Estávamos em 13 pessoas. Prof. seguiu para Braga onde ficou hospedado. Eu segui para Porto com a Fátima C., minha xará. Fátima me levou já de cara para uma volta de reconhecimento da cidade! Amigos, fiquei muito maravilhada com tudo o que vi e olhem que o tempo estava fechado e um pouco chuvoso. Tudo aquilo com sol dever ser fantástico! As pessoas que vivem aqui são privilegiadas e não devem fazer idéia disso. Porto é uma cidade que tem parte alta e baixa. Há dois rios enormes, o Douro e o Leça que serpenteiam a cidade e os obrigou a construir gigantescas pontes. Lindas. Elas dão um charme todo especial ao lugar. Não bastasse o rio, eles tem o mar!!!
Também passeamos pela orla. Faróis, castelos, marinas, fortes, passeios ao longo da orla com belas árvores, um conjunto de estátuas muito lindas, apesar de estamparem a dor, representando as peixeiras que perdem seus companheiros. E praias né!!!!! A cidade tem lugares que levam nomes como "passeio das virtudes", "campo alegre", etc. Que acham? Pode ser ruim um lugar assim? Meus olhos não dão conta de assimilar todas as imagens que vão pipocando. Não bastasse o mar, Porto tem um parte histórica com casarios de época, igrejas tantas que parecem estar uma ao lado da outra, ruelas por onde duvidei passar algum automóvel. É belíssima! Só vendo! Tem-se uma visão fantástica desta parte antiga indo para Gaia (do outro lado do rio).
Circulando pela cidade a Fátima me mostrou quintas enormes (casas antigas que ocupavam imensos terrenos). Uma dessas quintas hoje em dia dá lugar ao Jardim Botânico da cidade. Essa foi a voltinha que ela disse que iriamos dar..... Amanha o dia promete! Esperamos que o sol apareça! A hospitalidade e generosidade da portuguesa deixa a brasileira emocionada. Só tenho a agradecer.
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Pois... enquanto a "Pátchima" está lá no Porto, cá estou eu em Braga, ainda mais ao norte, desfrutando da hospitalidade da Cris. O retiro foi muito tranquilo, ótimo encontrar velhos conhecidos e alguns novos praticantes. Todos, como é costumeiro aqui, muito amáveis. Muito legal, ou melhor, muito gira e fixe! Do retiro fomos diretos passear em Braga...
Seu centro histórico é muito bonito, eis acima o portal que, sempre aberto, convida todos a entrarem.
Muitas flores por todos os cantos, misturadas a igrejas e construçoes antigas...
Claro, não poderia deixar de ter um bacalhau para o jantar, a moda da casa, frito, com cebolas, batata frita em rodelas, azeitonas e muito azeite!! Já estava esperando por esse bacalhau há meses!! Na foto não dá pra ver, mas tem imensos pedaços de bacalhau por baixo das batatas :)
14 Maio 2009
Pátchima na Inglaterra 3
Os monges Ven. Osadha e Ven. Rathapala mostram-se curiosos sobre o Brasil, cultura, religiao, comida, etc. Falam bastante também sobre a Birmania. Para o prof. o cafe da manha devia estar uma delicia. Abriu com satisfacao uma lata de feijoes meio adocicados imersos em molho de tomate e vários condimentos. As pessoas tem cada gosto, nao? A manha estava assim: olhando pela janela havia uma "coisa" branca envolvendo tudo. O frio continua, mas nao está chovendo. Mas quem quer ir lá fora? Eu que nao. Prof. fará curry de frango e banana para o almoço (hummmm bom demais). Eu ficarei com o mais dificil: brocólis. O tempo vai passando aqui no monasterio em meio as coisas simples do dia. Tudo é muito tranquilo e bastante silencioso. A atmosfera aqui é propicia para o recolhimento e contemplacao. Só o relogio do corredor quebra o silencio a cada hora cheia. Parece que os monges gostaram do almoço. Claro que sempre tem muita comida brimanesa a mesa. Eles nao passam sem ela!
Fomos convidados para um passeio no centro da cidade. Fomos no carro da senhora Mar Mar. Bhante Uttaranyana junto! A senhora Mar Mar é uma pessoa admirável. Se nao é a principal, é uma das principais sustentadoras do monasterio. Ela é medica, especialista em AIDS e quando nao está em seu trabalho, dedica seu tempo ao monasterio e aos monges.

Para quem nao conhece o Bhante...caminhar é com ele mesmo! Deve estar com 60 anos e nao tem tempo ruim pra ele. No Brasil ele se mostrou vibrante, muito bem disposto e sempre pronto pra subir e descer montanhas, dando um cansaço em muita gente! Uma maravilha de passeio! Andamos pelo centro da cidade. Estivemos num grande centro de convencoes. Prédio moderno que em sua parte térrea oferece cafés, lugares para comer, sentar e conversar, informacoes culturais, etc.

Saimos dali direto numa regiao onde nao circulam automoveis. Por ali vimos um canal fluvial por onde barcos de passeio circulam. Soube que é um canal mais extenso que o de Veneza e que por ele chega-se até Londres! Faz parte de um antigo sistema de transporte. Muito, mas muito agradavel andar por ali. Espaços abertos para circulaçao de pessoas, lojas, restaurantes com mesas na calçada (apesar do frio!). Tudo limpo e bem cuidado.


Fomos apreciando a paisagem, as pessoas, os lugares, até chegar no predio da Biblioteca Central. Uma beleza! A parte terrea serve como uma passagem para toda a gente ir e vir a outra grande área aberta onde entre outros predios está o Museu de Birmingham. Muitos jovens pelo caminho. Muitos negros e indianos. E bom andar e ver rostos diferentes, jeitos diferentes.


Entramos no Museu. Enorme. Predio de época muito lindo. Dentro do Museu está o Buddha Galery. Lá estao esculturas que celebram o buddhismo, o jainismo e o hinduismo. E tambem lá está a magnifica estátua do Buddha Sultanganj, única no mundo.

Foi realmente um otimo passeio. A gente pode ter uma ideia da beleza e tranquilidade que a cidade oferece. O passeio terminou com a senhora Mar Mar nos deixando na lagoa atrás do monasterio. Já adivinharam, nao? O Bhante com a disposicao que lhe é peculiar saiu do carro e nos intimou para uma caminhada, como se nao tivessemos feito nada ate entao..! Gente, o lago é enorme! Uma volta por todo ele. Olhei, respirei e fui. Uma bela caminhada. Bancos a beira do caminho e nem vou falar das arvores. Moraria aqui só por causa delas. Muitos adolescentes praticando esportes aquáticos. Aprendendo a velejar e aprendendo canoagem. Belo lugar. O monasterio está num lugar privilegiado pela tranquilidade do bairro e beleza natural ao seu redor.

Claro, voltamos caminhando para o monasterio. O Bhante realmente tem prazer em caminhar, conhecer e apontar belezas com aquela alegria que contagia. 19h30 - aula de meditacao para as pessoas da comunidade. Muita gente! Fiquei lá até 20h30. Hora de dormir. Estou muito grata a senhora Mar Mar e ao Bhante pelo dia de hoje. Amanha embarcamos para Portugal.
Fomos convidados para um passeio no centro da cidade. Fomos no carro da senhora Mar Mar. Bhante Uttaranyana junto! A senhora Mar Mar é uma pessoa admirável. Se nao é a principal, é uma das principais sustentadoras do monasterio. Ela é medica, especialista em AIDS e quando nao está em seu trabalho, dedica seu tempo ao monasterio e aos monges.

Para quem nao conhece o Bhante...caminhar é com ele mesmo! Deve estar com 60 anos e nao tem tempo ruim pra ele. No Brasil ele se mostrou vibrante, muito bem disposto e sempre pronto pra subir e descer montanhas, dando um cansaço em muita gente! Uma maravilha de passeio! Andamos pelo centro da cidade. Estivemos num grande centro de convencoes. Prédio moderno que em sua parte térrea oferece cafés, lugares para comer, sentar e conversar, informacoes culturais, etc.
Saimos dali direto numa regiao onde nao circulam automoveis. Por ali vimos um canal fluvial por onde barcos de passeio circulam. Soube que é um canal mais extenso que o de Veneza e que por ele chega-se até Londres! Faz parte de um antigo sistema de transporte. Muito, mas muito agradavel andar por ali. Espaços abertos para circulaçao de pessoas, lojas, restaurantes com mesas na calçada (apesar do frio!). Tudo limpo e bem cuidado.
Fomos apreciando a paisagem, as pessoas, os lugares, até chegar no predio da Biblioteca Central. Uma beleza! A parte terrea serve como uma passagem para toda a gente ir e vir a outra grande área aberta onde entre outros predios está o Museu de Birmingham. Muitos jovens pelo caminho. Muitos negros e indianos. E bom andar e ver rostos diferentes, jeitos diferentes.
Entramos no Museu. Enorme. Predio de época muito lindo. Dentro do Museu está o Buddha Galery. Lá estao esculturas que celebram o buddhismo, o jainismo e o hinduismo. E tambem lá está a magnifica estátua do Buddha Sultanganj, única no mundo.
Foi realmente um otimo passeio. A gente pode ter uma ideia da beleza e tranquilidade que a cidade oferece. O passeio terminou com a senhora Mar Mar nos deixando na lagoa atrás do monasterio. Já adivinharam, nao? O Bhante com a disposicao que lhe é peculiar saiu do carro e nos intimou para uma caminhada, como se nao tivessemos feito nada ate entao..! Gente, o lago é enorme! Uma volta por todo ele. Olhei, respirei e fui. Uma bela caminhada. Bancos a beira do caminho e nem vou falar das arvores. Moraria aqui só por causa delas. Muitos adolescentes praticando esportes aquáticos. Aprendendo a velejar e aprendendo canoagem. Belo lugar. O monasterio está num lugar privilegiado pela tranquilidade do bairro e beleza natural ao seu redor.
Claro, voltamos caminhando para o monasterio. O Bhante realmente tem prazer em caminhar, conhecer e apontar belezas com aquela alegria que contagia. 19h30 - aula de meditacao para as pessoas da comunidade. Muita gente! Fiquei lá até 20h30. Hora de dormir. Estou muito grata a senhora Mar Mar e ao Bhante pelo dia de hoje. Amanha embarcamos para Portugal.
© fotos, Dhanapala 2009
Pátchima na Inglaterra 2
Dia 13: As 04h00 acordei. O nariz gelado denunciou o clima pro lado de fora da coberta. As 05h00 levantei. Hora do banho!!!! Aquela dose de coragem e fui experimentar a ducha. Uma beleza! Uma cachoeira de agua quente. Aqui no monasterio todas as torneiras tem agua quente e fria. Completamente desperta desci e fiquei na biblioteca esperando a hora da recitacao. Bem boba deveria ter ido direto pra sala de meditacao. 06h15 - recitacao. 07h00 - cafe da manha. Os monges praticamente almocam. Comem arroz, macarrao, sopa, etc... Aqui é o modo birmanes de cafe da manha. Parecido com o tailandes. Esse negocio de tomar cafe e comer pao é absolutamente estranho pra eles. Hoje faremos paparoca brasileira para os monges! Fiquei responsavel pela torta de legumes e o prof. fará dhal com uma lentilha diferente, alaranjadinha.
Quase deu zebra na torta. O forno daqui mostrou-se rebelde aos novos cozinheiros. O fogao tem 03 fornos. Um normal que nao soubemos como acender. Um com chamas na parte superior, vejam só!! O escolhido. E um outro que nem tentamos ver como funcionava. 10 minutos de torta no forno e quase virou carvao!!! No final deu certo, nao como seria o ideal mas ficou boa. O dhal do prof. ficou otimo. Voces já sabem da capacidade dele pilotando fogao, nem preciso comentar. Pareceu que os monges gostaram de tudo.

A tarde o bhante Nagasena nos levou para um passeio ao centro da cidade. Inicialmente era para ser a pé mas o tempo frio e chuvoso mudou o roteiro. Fizemos tudo, mas dentro do carro! Só confirmo o que já disse: a cidade é muito bonita. O centro combina arquitetura antiga e moderna sem que haja constraste gritante. E bem harmonico. As arvores estao por todo o lado, nas praças e passeios. Vi onibus de dois andares e taxis pretos daqueles que a gente ve em filmes.
Fomos conhecer tambem o lado indiano da cidade que é bem movimentado. Como amanha faremos almoco novamente, paramos num supermercado paquistanes! É como se estivéssemos noutro pais, ali mesmo na Inglaterra. Prof. achou seu lugar!!! (Na verdade, agora fiquei um pouco confusa. Em Bangkok achei que ele era um tailandes disfarçado de brasileiro. Agora aqui ele se mostra um indiano na pele de brasileiro. Acho melhor aguardar Portugal e confirmar uma idéia). Cada corredor, cada prateleira mostrava a ele todas as maravilhas que nao encontra no Brasil. Como nao sou versada em comida e condimentos indianos, praticamente tudo era novidade. Foi um ótimo passeio.
No monasterio voltamos as atividades na biblioteca. A noite o Bhante Uttaranyana nos mostrou fotos da cerimonia de cremacao de seu mestre lá na Birmania. Ele tambem mostrou um CD com filme sobre a vida do Buddha para crianças e adultos. Ele realmente é uma pessoa adorável. Sempre preocupado em nos fazer sentir bem. Aqueles que conviveram com ele ai no Brasil devem lembrar da risada aberta e alegre, nao? Muito bom estar aqui no monastério, convivendo e aprendendo um pouquinho do dia a dia de todos por aqui.
Hora de dormir (é dia ainda!!!). Estou pensando naquele monte de cobertor me esperando! Quem diria que há dois dias atrás nao podia sequer pensar em lençol para me cobrir !!!
Quase deu zebra na torta. O forno daqui mostrou-se rebelde aos novos cozinheiros. O fogao tem 03 fornos. Um normal que nao soubemos como acender. Um com chamas na parte superior, vejam só!! O escolhido. E um outro que nem tentamos ver como funcionava. 10 minutos de torta no forno e quase virou carvao!!! No final deu certo, nao como seria o ideal mas ficou boa. O dhal do prof. ficou otimo. Voces já sabem da capacidade dele pilotando fogao, nem preciso comentar. Pareceu que os monges gostaram de tudo.
A tarde o bhante Nagasena nos levou para um passeio ao centro da cidade. Inicialmente era para ser a pé mas o tempo frio e chuvoso mudou o roteiro. Fizemos tudo, mas dentro do carro! Só confirmo o que já disse: a cidade é muito bonita. O centro combina arquitetura antiga e moderna sem que haja constraste gritante. E bem harmonico. As arvores estao por todo o lado, nas praças e passeios. Vi onibus de dois andares e taxis pretos daqueles que a gente ve em filmes.
Fomos conhecer tambem o lado indiano da cidade que é bem movimentado. Como amanha faremos almoco novamente, paramos num supermercado paquistanes! É como se estivéssemos noutro pais, ali mesmo na Inglaterra. Prof. achou seu lugar!!! (Na verdade, agora fiquei um pouco confusa. Em Bangkok achei que ele era um tailandes disfarçado de brasileiro. Agora aqui ele se mostra um indiano na pele de brasileiro. Acho melhor aguardar Portugal e confirmar uma idéia). Cada corredor, cada prateleira mostrava a ele todas as maravilhas que nao encontra no Brasil. Como nao sou versada em comida e condimentos indianos, praticamente tudo era novidade. Foi um ótimo passeio.
No monasterio voltamos as atividades na biblioteca. A noite o Bhante Uttaranyana nos mostrou fotos da cerimonia de cremacao de seu mestre lá na Birmania. Ele tambem mostrou um CD com filme sobre a vida do Buddha para crianças e adultos. Ele realmente é uma pessoa adorável. Sempre preocupado em nos fazer sentir bem. Aqueles que conviveram com ele ai no Brasil devem lembrar da risada aberta e alegre, nao? Muito bom estar aqui no monastério, convivendo e aprendendo um pouquinho do dia a dia de todos por aqui.
Hora de dormir (é dia ainda!!!). Estou pensando naquele monte de cobertor me esperando! Quem diria que há dois dias atrás nao podia sequer pensar em lençol para me cobrir !!!
© fotos, Dhanapala 2009
13 Maio 2009
Pátchima na Inglaterra
Chegamos ontem em Paris as 06h30 da manha. Um tempo que lembrou minha cidade, Curitiba, frio, nublado e chuvoso. E é verao aqui !!!!!!!!!!!!!! Lá em Bangkok o calor já devia estar pondo as manguinhas de fora! O aeroporto Charles De Gaulle é tao grande, tao grande, que precisamos pegar um trem para ir de um terminal a outro. Cada terminal é um universo a parte. Este terminal onde vamos embarcar para Birmingham tem uma parte, diz o prof., que lembra o cenário dos "Jetsons" !!! E nao é que é mesmo!!! Muitas esteiras rolantes pra cima e pra baixo e muitos tubos. Tomamos chocolate quente porque olhando pra fora nao dá vontade de outra coisa. Sabem quanto custou? 4,20 (quatro euros e vinte) O preco de um almoco para 03 em Bangkok. Socorro !!!!!!!!!!!!! Ainda com Bangkok na mente, aqui é muito diferente. E mais parecido com o mundo que conheco.

Chegamos em Birmingham as 11h. O tempo aqui é o oposto de Paris. Um sol muito lindo, mas o vento é de lascar!!! Gelado!!!! O Bhante Nagasena, muito simpático, estava no aeroporto nos esperando. No caminho, enquanto prof. conversa, venho observando a paisagem. A cidade é muito bonita, bastante aberta. Achei que nao há muito relevo por aqui. As casas em sua grande maioria sao de tijolinho a vista, dando uma certa uniformidade na paisagem. As árvores com troncos escuros e folhas verdinhas, verdinhas, sobressaem por entre os tons de marrons das casas. Adorei as árvores. E há plátanos (aquelas árvores que ficam com as folhas todas alaranjadas escuras no outono, sabem qual?) Sao altas e frondosas. Estao por toda a parte. A vida aqui é outra, so de olhar as ruas. Muito diferente de Bangkok. Nem é possivel comparar culturas tao diversas. Cada uma com sua singularidade.

Quando chegamos ao monasterio lá estava no portao o Bhante Uttaranyana!!!!!!!!!!!!! Do mesmo jeitinho. Extremamente amável, alegre e preocupado em nos fazer sentir em casa. Todos os abracos encaminhados foram entregues!!!!! Foi muito bom reve-lo. Vi outros dois monges. O Bhante nos apresentou uma senhora chamada Mar Mar. Nos recebeu com muita gentileza e simpatia. Ela foi mostrando o templo e explicando o funcionamento das coisas e atividades.

Prof. e eu fomos fazer um breve reconhecimento dos arredores. Tá loco!!!!! Um vento gelado. Ninguém nas ruas. Parece ser um bairro bem residencial. Achamos um pequeno comercio local e voltamos. Acabamos descobrindo que o monastério fica bem ao fundo de um grande lago, muito bonito.

Prof. foi assistir "teaching class" sobre Abhidhamma com o Bhante e mais 03 alunos regulares. Fui dormir (ia ficar boiando no ingles). Estava completamente gelada ao acordar. Enfiei pijama por debaixo da calca e todas as 03 blusas de manga comprida que tinha na mala. Agora é esperar que nao esfrie mais. So tenho 02 meias!!! Acordei as 18h. A vida aqui no monasterio é simples e silenciosa. Fui para a cozinha e me arranjei por lá com pao e cafe. Fiquei na biblioteca ate 21h. Otimo lugar pra ficar. Muitos livros em birmanes!!!!!! Vc já viram o alfabeto birmanes??? Nao entendo absolutamente nada mas é lindo! Parecem varias combinacoes de bolinhas, abertas, fechadas, juntas, separadas, geminadas, etc. Fiquei trabalhando numas coisas que trouxe pensando justamente nestes momentos. Nesse meio tempo, nada, nem ninguém. Hora de dormir. Muito estranho, ainda tem sol lá fora! Acreditem, eu dormi com um mega cobertor e mais dois edredons pesados. Amanha recitacao na sala de meditacao as 06h15. Um grande abc a todos.

(o amigo Jorge Furtado iria adorar....nublado do jeito que ele diz gostar)
Chegamos em Birmingham as 11h. O tempo aqui é o oposto de Paris. Um sol muito lindo, mas o vento é de lascar!!! Gelado!!!! O Bhante Nagasena, muito simpático, estava no aeroporto nos esperando. No caminho, enquanto prof. conversa, venho observando a paisagem. A cidade é muito bonita, bastante aberta. Achei que nao há muito relevo por aqui. As casas em sua grande maioria sao de tijolinho a vista, dando uma certa uniformidade na paisagem. As árvores com troncos escuros e folhas verdinhas, verdinhas, sobressaem por entre os tons de marrons das casas. Adorei as árvores. E há plátanos (aquelas árvores que ficam com as folhas todas alaranjadas escuras no outono, sabem qual?) Sao altas e frondosas. Estao por toda a parte. A vida aqui é outra, so de olhar as ruas. Muito diferente de Bangkok. Nem é possivel comparar culturas tao diversas. Cada uma com sua singularidade.
Quando chegamos ao monasterio lá estava no portao o Bhante Uttaranyana!!!!!!!!!!!!! Do mesmo jeitinho. Extremamente amável, alegre e preocupado em nos fazer sentir em casa. Todos os abracos encaminhados foram entregues!!!!! Foi muito bom reve-lo. Vi outros dois monges. O Bhante nos apresentou uma senhora chamada Mar Mar. Nos recebeu com muita gentileza e simpatia. Ela foi mostrando o templo e explicando o funcionamento das coisas e atividades.
Prof. e eu fomos fazer um breve reconhecimento dos arredores. Tá loco!!!!! Um vento gelado. Ninguém nas ruas. Parece ser um bairro bem residencial. Achamos um pequeno comercio local e voltamos. Acabamos descobrindo que o monastério fica bem ao fundo de um grande lago, muito bonito.
Prof. foi assistir "teaching class" sobre Abhidhamma com o Bhante e mais 03 alunos regulares. Fui dormir (ia ficar boiando no ingles). Estava completamente gelada ao acordar. Enfiei pijama por debaixo da calca e todas as 03 blusas de manga comprida que tinha na mala. Agora é esperar que nao esfrie mais. So tenho 02 meias!!! Acordei as 18h. A vida aqui no monasterio é simples e silenciosa. Fui para a cozinha e me arranjei por lá com pao e cafe. Fiquei na biblioteca ate 21h. Otimo lugar pra ficar. Muitos livros em birmanes!!!!!! Vc já viram o alfabeto birmanes??? Nao entendo absolutamente nada mas é lindo! Parecem varias combinacoes de bolinhas, abertas, fechadas, juntas, separadas, geminadas, etc. Fiquei trabalhando numas coisas que trouxe pensando justamente nestes momentos. Nesse meio tempo, nada, nem ninguém. Hora de dormir. Muito estranho, ainda tem sol lá fora! Acreditem, eu dormi com um mega cobertor e mais dois edredons pesados. Amanha recitacao na sala de meditacao as 06h15. Um grande abc a todos.
(o amigo Jorge Furtado iria adorar....nublado do jeito que ele diz gostar)
© fotos, Dhanapala 2009
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